Prefeitura de João Monlevade vai ceder dois médicos e três fisioterapeutas para o Hospital Margarida
O objetivo é suprir a demanda de profissionais que possam atender no setor. O hospital vem enfrentando dificuldades para encontrar médicos e enfermeiros no mercado. Sob forte pressão, devido ao número crescente de contaminações, a ala do Hospital Margarida que atende aos pacientes com coronavírus, ou com suspeita da doença, colapsou desde a semana passada.A enfermaria e o Centro de Terapia Intensivo (CTI) da instituição de saúde, que são dedicados ao tratamento de pacientes com Covid-19, trabalham acima da capacidade. Conforme boletim divulgado na manhã de hoje, a taxa de ocupação de leitos na enfermaria do Margarida é de 147%, enquanto o CTI trabalha com 120%.
Para isso, foi reestruturado o quadro de Recursos Humanos da Central de Referência da Covid-19, com a contratação de coordenador, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos.
O município ainda adquiriu testes para detecção de antígeno do SARS-COV-2 por imunofluorescência, para identificar infecções ativas e pacientes portadores do vírus, a serem utilizados na Central de Referência da Covid-19.
A Prefeitura também vai ceder 15 macas hospitalares com colchões, dez manômetros com fluxômetros para oxigênio. O município avalia a aquisição de dois catéteres de alto fluxo para doar ao Margarida, equipamento que permite o tratamento do paciente com coronavírus, sem a necessidade de intubação.
Por meio da Secretaria de Saúde, a Prefeitura chegou a um acordo com o Serviço Voluntário de Resgate (Sevor), que vai disponibilizar uma das ambulâncias da entidade, pelo período de 30 dias, para atendimento exclusivo ao hospital.
Também foi reestruturado o Comitê para Enfrentamento à Covid-19, incluindo representantes do hospital nas reuniões, desde o dia 5 de fevereiro.
No início do mês de março, a Secretaria de
Saúde também se reuniu com os gestores das cidades da região e com a Gerência
Regional de Saúde (GRS) de Itabira, para orientação da Central de Regulação SUS
Fácil, sobre os leitos de terapia intensiva que deverão servir como retaguarda
em caso de aumento da taxa de ocupação nos hospitais.
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